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Estarão os direitos laborais na América Central protegidos pelos novos proprietários da Fyffes?

Estarão os direitos laborais na América Central protegidos pelos novos proprietários da Fyffes?

28 organizações da América Latina, Caribe, Europa e Estados Unidos, reunidas em Bolonha, entre 21 a 24 de fevereiro de 2016, questionam os diretores da FYFFES, recentemente adquirida, sobre as contínuas violações dos direitos dos trabalhadores na Costa Rica e nas Honduras. No âmbito da campanha internacion “Freedom & Fairness for Fyffes Workers!“, continuamos a assistir a despedimentos sistemáticos de membros sindicais da filial hondurenha Fyffes Suragroh.

Na semana passada, 65 funcionários da segurança foram demitidos. Esta decisão teve por base a criação de um novo comité sindical estabelecido para representar estes trabalhadores nas plantações. Entre os trabalhadores despedidos estava o recém-eleito Secretário-Geral e Tesoureiro da filial sindical. Estes despedimentos ocorreram antes da entrada em vigor da lei de proteção laboral hondurenha para os representantes sindicais eleitos. Temos conhecimento de que a empresa planeia agora subcontratar os serviços de segurança, abdicando ainda mais da sua responsabilidade de respeitar os direitos laborais dos funcionários.

A aquisição da Fyffes pela corporação japonesa Sumitomo, concluída esta semana, renovou a esperança de que os novos diretores abordem as contínuas violações dos direitos laborais. Ted Eguchi, nomeado diretor da recém-formada subsidiária da Sumitomo, assumindo a operação de Fyffes, disse aos acionistas da Fyffes, em Dublin no passado mês “Obviamente, quando estamos no negócio agrícola, temos estes problemas. Mas precisamos de certificar-nos de que fazemos a coisa certa e que vamos olhar para o que nos estão a exigir e para o que estão a protestar. E se houver coisas que precisam mudar, elas mudarão”.

Gabriela Rosazza, do Fórum Internacional dos Direitos Laborais, disse: “Durante a recente vista da delegação às Honduras, os seguranças da Fyffes disseram-me: ‘Como seguranças, também  temos de garantir a segurança da nossa vida’. “Eles disseram-me que a adesão ao sindicato era a única opção para defender os seus direitos. Fico doente perante estes despedimentos e demonstram mais uma vez o desprezo flagrante que Fyffes tem pelos direitos inerentes e inalienáveis dos seus trabalhadores”.

Saiba mais em makefruitfair.org/fyffes/

Foto: © Michele Lapini/Gvc-Italia.org