FÓRUM MUNDIAL DA BANANA

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O Fórum Mundial da Banana é uma plataforma de reunião e diálogo entre atores de toda a cadeia de produção e distribuição de bananas, incluindo supermercados, sindicatos, ONG e governos.

História do Fórum Mundial da Banana

Em 2005, a segunda Conferência Internacional da Banana foi convocada por um consórcio de Organizações da Sociedade Civil (OSC) que incluía os nossos parceiros do Sul, COLSIBA, WINFA e UROCAL (1), no sentido de juntar agentes de toda a cadeia de produção e distribuição de bananas para refletir sobre as dificuldades e desafios que esta indústria enfrenta. Esta conferência acabou com a decisão de estabelecer um fórum permanente entre múltiplos atores que levasse a cabo a tarefa de reestabelecer – e, na verdade, elevar – os padrões sociais e ambientais, em declínio, em todo o setor. A sociedade civil liderou os esforços subsequentes para assegurar o compromisso de atores essenciais na participação do fórum proposto, o que resultou na criação de uma Comissão de Preparação.

Em Dezembro de 2009, na sede da Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) das Nações Unidas, foi criado o Fórum Mundial da Banana (WBF), com a missão definida pelos mais de 150 participantes de “Trabalhar Juntos pela Produção e Comércio Sustentável da Banana”. Todas as maiores empresas bananeiras, juntamente com os retalhistas globais, produtores e sindicatos de trabalhadores de plantações dos quatro continentes, associaram-se a sindicatos, cientistas e governos de países produtores e consumidores, bem como agências da ONU no lançamento de um plano de trabalho ambicioso. Os governos dos membros da FAO reunidos na Conferência do Grupo Inter Governamental sobre Banana e Fruta Tropical ratificaram a criação do Fórum Mundial da Banana e comprometeram-se a contribuir para o seu sucesso.

O que procura realizar o Fórum?

A missão do Fórum é incentivar uma colaboração entre todos os atores do setor a nível global – da plantação ao supermercado – que permita a transição para a sustentabilidade e que leve ao consenso sobre as melhores práticas em questões relacionadas com trabalho, igualdade de género, impacto ambiental e questões económicas e de produção sustentável.

A participação dos atores mais poderosos no setor, da área das corporações, no WBF foi impulsionada pelos mais vulneráveis – os nossos parceiros nos países produtores, especialmente a  COLSIBA, UROCAL e a Associação de Agricultores das Caraíbas (WINFA). Na campanha ‘Make Fruit Fair!’, pedimos também aos consumidores para incentivarem as empresas de fruta e supermercados que não estão ativamente envolvidos no Fórum a tomarem o compromisso de participar. Acreditamos que o Fórum constitui uma oportunidade única para criar o comércio sustentável de banana, que inclua o respeito pelos direitos dos trabalhadores, o pagamento de salários dignos e melhores práticas ambientais, incluindo a redução da dependência dos pesticidas. O compromisso das corporações com este processo é fundamental para o seu sucesso.

Entre as realizações do Fórum contam-se:

  • A criação de uma biblioteca virtual online que permite a empresas e pequenos produtores a partilha das melhores práticas de responsabilidade ambiental, incluindo formas de reduzir o uso dos pesticidas mais tó
  • A monitorização de níveis salariais em 8 dos principais países exportadores de banana, para informar uma série de iniciativas com o objetivo de calcular e contribuir para o pagamento de um salário digno a nível das plantaçõ
  • O primeiro mapeamento global do emprego das mulheres em três das maiores regiões exportadoras de banana.
  • A produção de um manual, a ser publicado este ano, a comemorar as melhores práticas nas relações laborais no setor bananeiro.

Para mais informações, por favor visite:

www.fao.org/economic/worldbananaforum/wbf-aboutus/

 

[1] A COLSIBA é a Coordenação da América Latina de Sindicatos da Banana e produtos Agroindustriais; a WINFA é a Associação de Agricultores das Caraíbas e o UROCAL é o Sindicato Regional de Organizações de Camponeses do Litoral (Equador), que representam mais de 500 pequenos produtores de banana, cacau e citrinos.